Nascemos dependendo totalmente dos nossos pais, nossos cuidadores.
Durante os primeiros meses de vida somos simbióticos, e essa dependência é necessária.
Assim como é necessária a separação gradual na medida que o desenvolvimento permite.
É extremamente difícil saber quando os filhos não precisam mais tanto dos pais.
É fundamental que essa separação aconteça. O correto e saudável é sofrido e conflitante.
A ambivalência do viver.
Quando nos tornamos pais, para que nosso amadurecimento aconteça, é necessário e por vezes difícil(muito difícil) sair do papel de filhos infantis para filhos maduros.
Poder olhar os pais como falíveis, sair do papel de julgá-los. Compreender suas demandas sem necessariamente aceitá-las, é doloroso.
Olhar para nossa referência heróica e idealizada, agora adultos, com os olhos reais que encontra limitações e fragilidades, é lidar com a realidade falha, dura, necessária.
É perder o super homem e a mulher maravilha milagrosos, que nos salvavam de tudo, para lidar com o humano limitado e constrangido, por não ocupar mais esse papel.
É deixarmos nossa onipotência de lado, para poder perdoar, aceitar, lidar, e se encorajar para nos mostrarmos falíveis aos nossos filhos.
Super Heróis e Super Heroínas da realidade. Talvez seja o caminho mais coerente a se escolher. Talvez o das relações mais verdadeiras, porém não o mais fácil,longe do bucólico.
Passatempo
Há 11 anos