sábado, 7 de novembro de 2009

Sobre psicodiagnóstico

O psicodiagnóstico é necessário.
É um norte para o tratamento psicoterápico.
Processo fundamental para saber os encaminhamentos necessários, e a conduta psicoterapêutica.
Porém é preciso cuidado.
Antes, mas bem antes do CID,e do DSM, tem uma pessoa que vem ao consultório procurar ajuda.
Tem uma fala, tem uma história.
É preciso que o profissional sempre possa ver o todo além da classificação que organiza e direciona o tratamento.
A pessoa está com determinada psicopatologia, ela ainda é a pessoa e não a doença.

Ai que medo dessa tal felicidade...

Quando tudo passa a caminhar como deveria, e os frutos dos nossos esforços começam a aparecer, é comum sentirmos medo.
Algo pode dar errado... até quando vai durar?
Não vou contar pra ninguém, podem ter inveja.
E será mesmo que a inveja tem esse poder de destruição?
Sim, a inveja existe, é fato, é um sentimento inerente a todos nós.
Mas não é superpoderosa.
Por que não podemos nos sentir merecedores das nossas conquistas e gozar o prazer que elas nos proporcionam?
Sim, nós podemos!
Elas são nossas, nós corremos atrás e agora aproveite.
A adversidade vem, porque vem, it's life.
Mas não vem para "destruir".
Comemore!
Foi você quem chegou lá!

A culpa é dele (a)

Fácil assim! Bem fácil mesmo!
A culpa é dele (a), tudo culpa dele(a).
Estou infeliz, mal humorada, mal sucedida por causa dele(a).
Porque o outro é assim.
Porque nasci nessa família.
Porque se as coisas fossem diferentes, eu estaria em outra condição, bem melhor.
Sinceramente?
Duvido!
Nossa vida está em nossas mãos, nós somos extremamente responsáveis pela nossa condição.
E isso pode parecer uma realidade dura e difícil.
Difícil, porque faz com que nos responsabilizemos pela nossa trajetória, pelas nossas conquistas e derrotas. Não, definitivamente não somos nós os culpados, mas somos nós os responsáveis.
Não se vitimize, se responsabilize! Essa é a idéia, esse é um dos caminhos para o amadurecimento.
Por outro lado, penso que é muito agradável, e me traz muita independência e força, saber que depende de mim, depende da minha plantação a minha colheita.
Sim, sou muito dona de mim mesma, e essa idéia muito me agrada!
Sempre vale a pena olhar para minhas próprias lamentações e me perguntar: O que tenho feito para resolver isso?
Me fez lembrar da música do Gil (não sei se foi o compositor, mas ele canta):" Meu caminho pelo mundo eu mesmo traço, a Bahia já me deu regra e compasso".